As Motas

Ao contrário da maioria dos “motards” não entrei no mundo das duas rodas através da bicicleta, no entanto, uma coisa tenho em comum - o pedal!
Foi a dar ao pedal sim, mas de um carro feito pelo meu pai que mo ofereceu aos 3 anos de idade.

Alguma coisa deve ter ficado destas pedaladas, a bicicleta acabou por chegar, e foi a “perdição”.
Entretanto, fui ficando mais velho e cansado de tanto pedalar, comecei a sonhar em ter a minha mota o que consegui já próximo dos 18 anos. Era uma Motosal Zundapp, “cinquentinha” com 4 velocidades, coisa rara para a época, que eu estimava como uma preciosidade (também, por vezes, dava uma voltinha numa Lambretta e, mais tarde, numa BMW de um primo meu, aí, comecei logo a ver que seria com uma mota maior o meu futuro de Motociclista mas…).

Quando, anos depois, fui para a tropa, era com esta “cinquentinha” que me deslocava para os quartéis por onde passei, tais como, Santarém, Mafra ou Setúbal. Quando chegava o fim-de-semana, aí estava eu na estrada a caminho de casa ou de regresso (ao domingo à noite) ao quartel, com a minha fiel companheira. Nos quartéis que ficavam mais perto do Alfeite (onde morava), ainda dava para dar um saltinho a casa a meio da semana.

Eram fantásticos os momentos de Liberdade que desfrutava nestas pequenas escapadelas conduzindo a minha “cinquentinha” que nunca me deixou ficar a meio do caminho e, o regresso ao quartel era sempre feito de noite! Também com ela fiz muitas deslocações a Reguengos de Monsaraz terra da minha mãe. Demorava uma eternidade, e algumas vezes debaixo de chuva (e sem os sofisticados equipamentos de hoje) ficando que nem um pinto, mas a motinha sempre impecável. Foi, como disse, uma companheira fiel e fiável!

Depois, fui para a guerra colonial, em Cabinda (Angola). Estive, assim, mais de dois anos sem poder utilizá-la, ficando um amigo meu (O Tomás) a cuidar dela com o mesmo carinho que eu lhe dedicava.
Quando regressei de África, conheci e casei com a Luísa (que nunca andou de “cinquentinha” mas hoje anda de Deauville como se sempre o tivesse feito toda a vida!). A muito custo, resolvi vender a “cinquentinha”, pois tive receio que houvesse ciúmes. Sabem, duas paixões juntas…

O fascínio pelos “Minis” e o aumento da família, levou-me (novamente) para as quatro rodas (agora sem dar ao pedal) e outras prioridades, impediram-me de juntar ao carro a mota. Mas, um “bichinho” como este (que nunca morre), o transito infernal mais o tempo perdido para chegar ao trabalho, levaram-me a voltar ás motas.

A segunda mota e primeira XJ600N, chegou às minhas mãos (em 1998) e com ela fiz cerca de 20.000Km, com uma pequena queda pelo meio ao encontrar, em Leiria, areia numa curva onde ela (a areia) não deveria estar.
Decidi, depois, trocá-la por uma XJ600S (em 2000) pois, como já fazia umas passeatas com a Luísa, senti necessidade de melhor protecção aerodinâmica, principalmente em auto-estrada, o que consegui, montando também um ecrã mais alto, e foram mais 22.000Km cumpridos. Entretanto, um acidente estúpido mas com certa gravidade, embora rolasse muito devagar, levou-me ao hospital e a vender a moto, pois iria ficar sem poder conduzir durante algum tempo até recuperar, apenas, das mazelas e não do susto, que nunca houve!

Finalmente, voltei a ficar apto para as motas e lá fui a caminho da loja mais próxima. A minha opção foi, agora, para a Honda Deauville (em 2002).
Mais pesada que as XJs e com outra estabilidade porem, com menos “genica” que as anteriores, mas satisfazendo perfeitamente a minha nova filosofia: viajar em longos trajectos, cá dentro ou lá fora, sem grandes correrias, com grande comodidade e fiabilidade usufruindo a Natureza.
Cumpria, também, outro item importante: Ser de fácil utilização na cidade, para as minhas deslocações a Lisboa quando necessário, ou seja, ser bastante polivalente!

Neste momento (Dezembro de 2005) já percorri na minha Deauville NT650, e sempre com a minha mulher, mais de 52.000Km, incluindo, duas viagens lá por fora, de 4000Kms uma e 6000Kms outra (ver “mototurismo” ) e com um notável desempenho. É uma excelente mota!

Agora (desde Março 2006), a minha mota é uma Deauville NT700 e já vou com 32.000Km feitos, portanto, substituí a mota mas não o modelo.
Como seria de esperar, perante o desempenho do modelo anterior, para quê trocar?!
Tudo o que foi dito para a NT650 se mantém verdadeiro, excepto o menos positivo que foi francamente melhorado. A NT700 supriu algumas lacunas da anterior e tem um novo fulgor. Está cada vez mais Turística, sem contudo, perder a sua excelente polivalência estrada/cidade.
Está com umas linhas mais dinâmicas, faz-se notar, está francamente bonita!

A escolha de uma mota será sempre uma opção pessoal mas, sem querer influenciar ninguém, a escolha deve ser… uma Deauville!
Depois, utilize-a com cuidado, não facilite, não culpe sempre os outros pelas suas distracções e tenha sempre um pensamento, chegar a casa… de MOTA!

E agora, caro leitor, convido-o a conhecer especificamente A Deauville

 
 
  Começar de carrinho…
 
 
 
  A primeira mota  
 
 
  Com BM do meu primo  
 
 
  Segunda mota XJ600N  
 
 
  Terceira mota XJ600S  
 
 
  Quarta mota a Deauville NT650  
 
 
  NT650 com extras  
 
 
  Painel da NT650  
 
   
  Quinta mota a Deauville NT700  
 
   
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